Tia Quina
Esquecia cor das paredes
o cheiro a pão quente
e o calor da chávena de chá.
Duvido
da fotografia a preto e branco
do terço na cabeceira
do cadeirão de baloiço.
Ignoro
a cara das visitas
a conversa das avós
o choro do meu irmão.
E contudo,
da casa da tia Quina, em ruínas,
sobrevive em mim
o cheiro a alecrim.
Fotografia Jardim do Buçaco
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