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A mostrar mensagens de outubro, 2013
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Voltar a fazer as malas foi a melhor sensação das últimas semanas.  Claro que deixei coisas necessárias "em terra", nomeadamente um par de sapatilhas. Como consequências as minhas botas novas parecem ter sido utilizadas todos os dias durantes o último ano, devido aos longos passeios em Paris. Paris é edíficios enormes a cada esquina, longas caminhadas e sandes. Paris é a cidade dos amantes e dá vontade de encontrar um novo amor ao qual dar a mão à chegada à Torre Eiffel. París é lindíssima, e diz-nos o quão grandes os franceses se vêem a si próprios. Paris respira culturas e os meus sítios preferidos foram as livrarias e a jam session de jazz na cave de um bar perto do Moulin Rouge. Ao fim de dois dias de viagem fiquei sozinha. A solidão no meio da múltidão: a minha primeira lição de viagem foi que a solidão me deixa tímida, nervosa e com vontade de voltar a um lugar seguro. Não me safei assim tão mal, fiz dois "amigos" e arranjei mais uma casa onde dormir...

Metro Journeys - Paris

(Algures em França ou na Suiça.) Quatro meses depois voltei ao metro.  Estar numa grande cidade significa sempre voltar a descer para aquele local onde toda a variedade de seres humanos se mistura e aperta em carruagens, que os conduzem aos mesmos locais, mas certamente a diferentes destinos. Tal como em Lisboa fugi tanto quanto pude das incursões subterrâneas, o que me levou a longuïssimas caminhadas à superfície. Ainda assim, em cinco dias consegui aumentar consideravelmente o número de ocorrências registadas: tentativa de assalto (à minha colega de viagem), uma jovem senhora extremamente alcoolizada a "pintar" o chão, mulheres asiáticas a cantar e às quais acredito davam dinheiro, acredito eu, mais com a intenção de as calar do que por sentimentos de caridade, enfim! Paris tem muito louco, debaixo de terra e ao ar livre. E eu tenho um pouco de louca também. Assim que um músico do metro entrou na carruagem segurando um acordeão a Zoe olhou para mim com ar de ...