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A mostrar mensagens de setembro, 2014

I Ainda existem marinheiros?

Humanidade “Também eu perdi a humanidade!”, confessava o Marinheiro Vala antes de uma longa pausa. Os seus olhos continuavam a brilhar, desta vez por lágrimas que nem as mais longas décadas deixam secar. Dias mais tarde, folheando o dicionário, percebi que não se limita a definir humanidade como «o conjunto dos homens», atreve-se a atribuir-lhe características positivas. Vários foram os filósofos que também se debruçaram sobre esta questão. Confucio considerava que «Um coração misericordioso e compassivo é o princípio da humanidade» Comte, definia-a como «consistindo sempre no crescente ascendente da nossa humanidade sobre a nossa animalidade.» O dicionário, o Confucio, o Comte, o Santo Agostinho, e outros que encontrei, pareceram-me sujeitos muito ingénuos. Simplificadamente, a Humanidade seria então o conjunto de seres humanos afável, benevolente, bom, civilizado, e por aí fora. A pausa terminou, e o marinheiro continuou a sua história. “Eu sou contra a guer...