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A mostrar mensagens de setembro, 2013

River stories: Desventuras

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O objectivo é fazer ou visitar algo novo todos os fins-de-semana, o que não estava nos meus planos era que todos os meus planos resolvessem não funcionar. 1º fim-de-semana: Sully Carro novo, depósito novo - meto a chave e o depósito não abre. Olho para as horas, "Já devíamos estar a caminho!" Volto a tentar e nada. Antes de ir a casa pedir ao pai da host family para me ensinar a abrir o depósito, aposto em como em três segundos ele o vai abrir. Afinal era só fazer força, e lá partimos. 2º fim-de-semana: Briare Depois de uma noite de ócio em frente à televisão, é difícil pôr as pernas a trabalhar, mas a promessa do melhor chocolate quente de França põe-nos a mexer. Quando chega a hora de sair de casa, o Puky, o cão surdo e meio cego da host family resolve andar 20 minutos a correr a volta do carro, e fugir do quintal. Mais uma vez é hora de por gasolina, e como a dor na carteira não é suficiente, ainda me consegui enganar e por a gasolina errada. 3º...

River Stories: a mala de viagem

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E tu, o que levas na bagagem? Despreocupada, esquecida, desconcentrada. Devem existir inúmeros adjectivos que me possam ser atribuídos quando toca a fazer malas. Nunca pus na lista um corta-unhas, não trouxe escova do cabelo, nem pares de meias para mais de três dias. Ao fim de uma semana de calor chega o frio, e descubro que as seguintes palavras, "Tenho imensa roupa-" são pura inocência minha. Será que perdi roupa pelo caminho? Não consigo descobrir, mas sei que já ando a passar frio. Mas nós também somos uma mala, cheia de bagagem, a transbordar de bagagem. Podemos pensar que ao ir para longe deixamos para trás todas as histórias mal resolvidas, os sentimentos, os problemas, as pessoas. Nós somos o amontoado de bagagem, a boa, a má, e não existe começar do zero, nunca voltaremos ao zero. Não me dei ao trabalho de tentar despejar a mala, sabia que ela viria cheia, por mais esforços que pudesse fazer. Cheia de coisas boas, que me aquecem o coração nos dias mais difíce...

River stories: back home

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Para dizer a verdade, não sei bem que dia é hoje, não sei bem onde me situo-o no mapa, ou que horas são. Para dizer a verdade, estou bem assim. Começo a acreditar que a Terra está cheia de paraísos, pequenos paraísos colocados diante dos nossos olhos. Hoje encontrei mais um. A beleza, a calma, a natureza permitem-me esquecer os medos por um bocado, como um longo suspiro até os voltar a enfrentar. Quando mergulhei senti falta do sabor a sal nos meus lábios, e por um longo bocado tentei perceber se a maré faria a água chegar às nossas toalhas.  Não há sal, nem maré, mas eu voltei à água.

River stories: Su arrive à France

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Tudo começou numa longa viagem de 24 horas que se esperava miserável, terrível, sofrida. “Só tu, Susana.” diziam os que melhor me conhecem, “Ir de avião era demasiado normal?” Bem, sim, mas foi tudo por uma questão de euros desta vez, e a viagem foi fantástica. Os quatro meses em que todos os dias passava 4 horas em transportes públicos tornaram a longa viagem num momento de descanso, de calma, meu. Cheguei, demasiado cedo, ou não seria eu. Tudo começa a desenrolar-se: um almoço, a sesta no meu novo quarto, o jogo de poker, a primeira sessão de skype com os pais, dormir, acordar, apanhar amoras, aprender um novo jogo, caminhada, mais jogos, mais festa, mais amigos. Por algum estranho motivo tudo me é familiar: a cama, o carro, os espaços. O francês sai arranhado, mas é agradável de ouvir. A única coisa com a qual não consigo lidar é a música que passa na radio, um dia destas irei certamente levar com o Justin Bieber, e questionar-me pela milionésima vez: “Não era p...