River Stories: a mala de viagem
E tu, o que levas na bagagem?
Despreocupada, esquecida, desconcentrada. Devem existir inúmeros adjectivos que me possam ser atribuídos quando toca a fazer malas. Nunca pus na lista um corta-unhas, não trouxe escova do cabelo, nem pares de meias para mais de três dias.
Ao fim de uma semana de calor chega o frio, e descubro que as seguintes palavras, "Tenho imensa roupa-" são pura inocência minha. Será que perdi roupa pelo caminho? Não consigo descobrir, mas sei que já ando a passar frio.
Mas nós também somos uma mala, cheia de bagagem, a transbordar de bagagem. Podemos pensar que ao ir para longe deixamos para trás todas as histórias mal resolvidas, os sentimentos, os problemas, as pessoas. Nós somos o amontoado de bagagem, a boa, a má, e não existe começar do zero, nunca voltaremos ao zero.
Não me dei ao trabalho de tentar despejar a mala, sabia que ela viria cheia, por mais esforços que pudesse fazer. Cheia de coisas boas, que me aquecem o coração nos dias mais difíceis. E mais pessoas, sentimentos, memórias se juntam a cada dia.
E em mim há um lugar especial, difícil de esvaziar, nem que o destino fosse a lua. Porque os amores podem resistir ao tempo, à distância, à imaterialização, à nossa vontade. Porque os amores mais difíceis de esquecer são os que nunca acontecem.
Despreocupada, esquecida, desconcentrada. Devem existir inúmeros adjectivos que me possam ser atribuídos quando toca a fazer malas. Nunca pus na lista um corta-unhas, não trouxe escova do cabelo, nem pares de meias para mais de três dias.Ao fim de uma semana de calor chega o frio, e descubro que as seguintes palavras, "Tenho imensa roupa-" são pura inocência minha. Será que perdi roupa pelo caminho? Não consigo descobrir, mas sei que já ando a passar frio.
Mas nós também somos uma mala, cheia de bagagem, a transbordar de bagagem. Podemos pensar que ao ir para longe deixamos para trás todas as histórias mal resolvidas, os sentimentos, os problemas, as pessoas. Nós somos o amontoado de bagagem, a boa, a má, e não existe começar do zero, nunca voltaremos ao zero.
Não me dei ao trabalho de tentar despejar a mala, sabia que ela viria cheia, por mais esforços que pudesse fazer. Cheia de coisas boas, que me aquecem o coração nos dias mais difíceis. E mais pessoas, sentimentos, memórias se juntam a cada dia.
E em mim há um lugar especial, difícil de esvaziar, nem que o destino fosse a lua. Porque os amores podem resistir ao tempo, à distância, à imaterialização, à nossa vontade. Porque os amores mais difíceis de esquecer são os que nunca acontecem.
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