"A dor vem, e vai"
Se o Ludgero me ensinou algo desde pequenina, como não me canso de repetir, foi a apreciar as pequenas boas coisinhas da vida, as pequenas conquistas... bem, apreciar é pouco, a pular com estas coisas, a ficar de lágrimas nos olhos, falar delas sem fim. A celebrar a vida a cada dia! E sempre que me vou a esquecer, ele faz questão de me relembrar. Ontem, enquanto faziamos yoga, ele começou a rir. Como eu já estava a sentir os braços a arder, perguntei-lhe, "Estás a rir porquê?" "Nada!" "Tens dores?" "Um pouco." [Pára tudo! Há anos que o Ludgero se recusa a dizer que tem dor. O racicíonio na sua cabeça é este: Dor - MAU - Não queremos coisas más. - Não posso ter dor. - Não tenho dor. Então, todo este tempo, sempre que desconfiámos que ele poderia ter alguma dor tínhamos de inventar as melhores estratégias e perguntas para conseguirmos perceber, sempre só mais ou menos, o que se passa.] Fiquei parada, já surpreendida, quando o Ludgero re...