"A dor vem, e vai"
Se o Ludgero me ensinou algo desde pequenina, como não me canso de repetir, foi a apreciar as pequenas boas coisinhas da vida, as pequenas conquistas... bem, apreciar é pouco, a pular com estas coisas, a ficar de lágrimas nos olhos, falar delas sem fim. A celebrar a vida a cada dia!
E sempre que me vou a esquecer, ele faz questão de me relembrar.
Ontem, enquanto faziamos yoga, ele começou a rir. Como eu já estava a sentir os braços a arder, perguntei-lhe,
"Estás a rir porquê?"
"Nada!"
"Tens dores?"
"Um pouco."
[Pára tudo! Há anos que o Ludgero se recusa a dizer que tem dor. O racicíonio na sua cabeça é este: Dor - MAU - Não queremos coisas más. - Não posso ter dor. - Não tenho dor. Então, todo este tempo, sempre que desconfiámos que ele poderia ter alguma dor tínhamos de inventar as melhores estratégias e perguntas para conseguirmos perceber, sempre só mais ou menos, o que se passa.]
Fiquei parada, já surpreendida, quando o Ludgero resolveu continuar:
"Isto é normal no yoga."
"O quê Ludgero?"
"As dores, é normal ter dores, depois desaparecem."
[...]
"Quem te disse isso, Ludgero?"
"Tu maninha, foste tu. Sábias palavras."
Ai opa!
Pronto, eu acredito que isto não pareça nada de especial para o resto do mundo... mas estando todos os dias a trabalhar com o Ludgero, ver bem na frente dos meus olhos estas pequenas conquistas diárias dá uma força... Esta pequena conversa é o espelho de uma evolução que nos tem permitido ter conversas mais longas, que a pouco e pouco vai desfazendo a rigidez que se foi criando em volta de alguns assuntos, que nos aproxima. Não só a mim e a ele, mas a todos!
E sempre que me vou a esquecer, ele faz questão de me relembrar.
Ontem, enquanto faziamos yoga, ele começou a rir. Como eu já estava a sentir os braços a arder, perguntei-lhe,
"Estás a rir porquê?"
"Nada!"
"Tens dores?"
"Um pouco."
[Pára tudo! Há anos que o Ludgero se recusa a dizer que tem dor. O racicíonio na sua cabeça é este: Dor - MAU - Não queremos coisas más. - Não posso ter dor. - Não tenho dor. Então, todo este tempo, sempre que desconfiámos que ele poderia ter alguma dor tínhamos de inventar as melhores estratégias e perguntas para conseguirmos perceber, sempre só mais ou menos, o que se passa.]
Fiquei parada, já surpreendida, quando o Ludgero resolveu continuar:
"Isto é normal no yoga."
"O quê Ludgero?"
"As dores, é normal ter dores, depois desaparecem."
[...]
"Quem te disse isso, Ludgero?"
"Tu maninha, foste tu. Sábias palavras."
Ai opa!
Pronto, eu acredito que isto não pareça nada de especial para o resto do mundo... mas estando todos os dias a trabalhar com o Ludgero, ver bem na frente dos meus olhos estas pequenas conquistas diárias dá uma força... Esta pequena conversa é o espelho de uma evolução que nos tem permitido ter conversas mais longas, que a pouco e pouco vai desfazendo a rigidez que se foi criando em volta de alguns assuntos, que nos aproxima. Não só a mim e a ele, mas a todos!
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