Metro Journeys - Paris



(Algures em França ou na Suiça.)

Quatro meses depois voltei ao metro. 
Estar numa grande cidade significa sempre voltar a descer para aquele local onde toda a variedade de seres humanos se mistura e aperta em carruagens, que os conduzem aos mesmos locais, mas certamente a diferentes destinos.
Tal como em Lisboa fugi tanto quanto pude das incursões subterrâneas, o que me levou a longuïssimas caminhadas à superfície.
Ainda assim, em cinco dias consegui aumentar consideravelmente o número de ocorrências registadas: tentativa de assalto (à minha colega de viagem), uma jovem senhora extremamente alcoolizada a "pintar" o chão, mulheres asiáticas a cantar e às quais acredito davam dinheiro, acredito eu, mais com a intenção de as calar do que por sentimentos de caridade, enfim! Paris tem muito louco, debaixo de terra e ao ar livre.
E eu tenho um pouco de louca também. Assim que um músico do metro entrou na carruagem segurando um acordeão a Zoe olhou para mim com ar de quem sabia o que estava prestes a acontecer. E afinal, que razão me poderia impedir de dançar no metro em Paris?

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