Mudámos para a aldeia! ... a 15 minutos da cidade, 5 de um dos castelos mais bonitos do país , 21 do mar, e de outra cidade. Não é como mudar para o centro do Alentejo, mas é uma aldeia. A nossa casa na aldeia tem uma particularidade: uma barbearia incorporada.
Esperam-na (como todos os dias) O banco de madeira E as nove sacas (não gosta do número par). Atenta na hora certa, Ainda noite de chá na mão, Acalma as dores Do movimento mecânico. (Tem dedos grossos Sempre enrugados) Senta-se, Tira a navalha do bolso do avental
Uma voz perdida ocupa todo o espaço. Não declama não representa hesita a vida. E cores esbatidas em quadro nocturno fundem-se trémulas já não vale existir. Sobram os poemas as madrugadas e um quarto imóvel, como nós, à escuta. Susana Anastácio @tibudo
Comentários
Enviar um comentário