Já não são nossos os poemas

Já não são nossos
Os poemas.
Das noites lágrima,
Do desespero.
Quando o teu sussurrar
Desacreditava os felizes.
Incrédulo
Perante um homem.

Já não são nossos 
Os poemas.
São da perfeita solidão
Enganada por corpos nus.

São meus 
e de um nada
Onde a água os corre
e recita.

Já não são nossos,
Os poemas!


e nós

sem nunca o ser! 

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