Bonne chance

Parei de escrever porque todas as frases eram tristes, porque todas as noites ficava às voltas na cama com demasiadas perguntas. Terminou há três semanas e já parece ter sido outra vida.

França fez-me chorar as lágrimas que tinha em depósito para uns três anos, fez-me gritar mais do que pretendia para toda a minha vida, comer demasiado chocolate, fez-me tremer de dúvidas e de medos todas as horas. França fez-me crescer!

Há muito que decidi que em qualquer momento, por pior que parecesse, eu teria de encontrar uma forma de ser feliz. Por isso fui viajar! Viajei tantas vezes quanto pude, para todos os lados. Viajei por copos de vinho, horas de conversa e cabelo encaracolado. Feliz!
Agora estou sentada no sofá da casa dos meus pais, há demasiadas horas, no dia em que não apanhei o avião para voltar, e tenho saudades, não das lágrimas, mas das viagens.

Os planos? Falharam-me os planos, depois do A, falhou o B, depois do B, falhou o C... até ao N, um nódulo na tireóide, que precisa de mais exames. Nada de grande alarme, nada de muito grave, só o suficiente para me deixar sem planos e por Portugal por uns tempos.

Principal desafio para 2014: aprender a viver sem planos!


A aproveitar as minhas férias forçadas.

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