O meu (1º) Dia da Mulher
Nunca assinalei o dia da mulher! Não queria receber flores,
e chegou a parecer-me mais uma boa justificação comercial. Sentia-me longe
tanto da ideia de juntar as amigas e ir jantar, como das formas de luta
feministas. Eu que sempre achei que as mulheres são diferentes dos homens, e
que falar de igualdade era um conceito demasiado simples num contexto tão
complexo.
Nunca celebrei o dia da mulher! Por tudo isso, e porque
nunca gostei de ser mulher. Não era uma maria-rapaz, mas claramente que tinha
mais amigos do que amigas. Não queria ter o período, não queria ter maminhas.
Nunca quis ser um rapaz verdadeiramente, mas também nunca quis ser uma
rapariga. Ensinaram-me que era uma menina, mas não que podia gostar de ser uma menina. E depois toda a educação cultural, e das avós, das vergonhas…
Foram precisos uns anos para me aperceber disto. Foi preciso
contactar com muitas pessoas, com ideias diferentes, com conceitos mais
elaborados, para eu perceber:
Que hoje é dia de assinalar o dia da mulher, porque existem
tantas mulheres que precisam, porque existimos, e precisamos de perceber o que
é afinal igualdade de género, porque é preciso pensar em formas de crescermos
como humanidade.
Que hoje é dia de celebrar ser mulher! Que posso gostar do
meu período e das minhas mamas, que posso gostar de cor-de-rosa, ou de azul,
que pouco interessa, que acima de tudo, tenho de amar quem sou, o que sou!
É tempo de celebrar as mulheres os homens, as semelhanças,
as diferenças. Permitir fraquezas, e lágrimas. Encorajar os sonhos, e a força.
Wilson, é dia de nos celebrarmos também. Obrigada por me
fazeres acreditar que um homem pode ser o que ele quiser, e ainda assim amar
uma mulher que quer ser o que ela quiser.
Convido-vos a conhecer o HeforShe que me ajudou a encontrar no pensamento da igualdade de género!

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