Fim do Mundo
«Na
Patagónia garantem que meter a marcha-atrás e retroceder dá azar, de
maneira que, fiéis aos costumes dos habitantes do lugar, seguimos em
frente porque o nosso destino está sempre em frente de nós, e às
nossas costas só devemos carregar com a guitarra e as recordações.»
Luís Sepúlveda, Últimas Notícias do Sul (2012)
Não é um país, é bocado de um continente, uma região pertencente ao Chile e à Argentina, quase a tocar o fim do mundo.
Mais do que uma área geográfica, é motivo de paixões, livros, viagens. Destino de fugas de ladrões,
Butch Cassidy e seus acompanhantes aos quais Bruce Chatwin segue o rasto em Na Patagónia. Ponto de passagem da famosa e determinante aventura de Che Guevara pela América Latina. Inspiradora de músicas como a fantástica De Usuahia a la Quiaca, de Gustavo Santaollala.
Depois de tantas descrições não sei que imagem me ficou, se verde, se cinzenta ou branca, ou até mesmo azul. Se fogo? Existem montanhas, e já ouvi falar em vento. Vou sempre esperar demais, mas é o tempo que é demais, porque aos olhos saltará sem dúvida um mar de magia, dos sítios, das pessoas, e dos ensinamentos da Terra.
Depois de tantas leituras sobre a Patagónia foi num livro de História de Portugal que fiquei a conhecer o porquê do seu nome:
"Uma descoberta famosa da expedição [da primeira circum-navegação da História, levada a cabo por Fernão Magalhães] foi a de uma misteriosa tribo de índios de elevada estatura, de faces pintadas de vermelho e cabelos de branco, tendo o cronista da armada, o italiano António Pigafetta, descrito, com o exagero tradicional dos viajantes, que «nós apenas lhes dávamos pela cintura.» Os habitantes dessa região fria cobriam os pés com botas de pele, providas de folhas no interior, levando os espanhóis a denominá-los de patagones (pés grandes) e ao local onde viviam, Patagónia."
Pedro Rabaçal, 100 Datas que fizeram a História de Portugal (2012)
Sorrio, e o desejo de ir cresce mais um pouco.
Luís Sepúlveda, Últimas Notícias do Sul (2012)
Não é um país, é bocado de um continente, uma região pertencente ao Chile e à Argentina, quase a tocar o fim do mundo.
Mais do que uma área geográfica, é motivo de paixões, livros, viagens. Destino de fugas de ladrões,
Butch Cassidy e seus acompanhantes aos quais Bruce Chatwin segue o rasto em Na Patagónia. Ponto de passagem da famosa e determinante aventura de Che Guevara pela América Latina. Inspiradora de músicas como a fantástica De Usuahia a la Quiaca, de Gustavo Santaollala.
Depois de tantas descrições não sei que imagem me ficou, se verde, se cinzenta ou branca, ou até mesmo azul. Se fogo? Existem montanhas, e já ouvi falar em vento. Vou sempre esperar demais, mas é o tempo que é demais, porque aos olhos saltará sem dúvida um mar de magia, dos sítios, das pessoas, e dos ensinamentos da Terra.
Depois de tantas leituras sobre a Patagónia foi num livro de História de Portugal que fiquei a conhecer o porquê do seu nome:
"Uma descoberta famosa da expedição [da primeira circum-navegação da História, levada a cabo por Fernão Magalhães] foi a de uma misteriosa tribo de índios de elevada estatura, de faces pintadas de vermelho e cabelos de branco, tendo o cronista da armada, o italiano António Pigafetta, descrito, com o exagero tradicional dos viajantes, que «nós apenas lhes dávamos pela cintura.» Os habitantes dessa região fria cobriam os pés com botas de pele, providas de folhas no interior, levando os espanhóis a denominá-los de patagones (pés grandes) e ao local onde viviam, Patagónia."
Pedro Rabaçal, 100 Datas que fizeram a História de Portugal (2012)
Sorrio, e o desejo de ir cresce mais um pouco.
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